Ela chegou sem ser bem vinda, contava com a minha resistência, pois sabia que todo o trabalho iria “sobrar” para mim.
Como não consegui, ao vigésimo pedido do filhão, dizer, mais uma vez, não, ela surgiu na minha vida, de forma irresistível...
Era uma “bolinha” de pelos, uma Golden Retriever, linda dourada, mas que tentei nem olhar direito, pois não queria me apegar, para depois sofrer, no momento da partida... Quase sempre antes da nossa própria.
Fui uma criança cercada por animais domésticos. Tive duas cadelas durante quase 15 anos, uma gata por 8 anos, um papagaio que me acompanhou durante os meus primeiros 18 anos, de vida, vários pintinhos que depois eram levados para casa dos meus avós, pois era impossível tê-los dentro de um apartamento, por maior que ele fosse...
Enfim, era uma verdadeira Drª. Dolittle carioca... rsrsrs
Na época, não imaginava o quanto de trabalho eles geravam para os meus pais, amava meus bichinhos e eles acabavam aceitando por amor a mim...
Lembro a minha gata Mimi, que me foi dada pela professora, e quando cheguei a casa com o filhote, minha mãe me proibiu de ficar com ela, pois já existiam as duas cadelas, um papagaio e vários periquitos...
Voluntariosa, sai e fui sentar na portaria do prédio, com a gatinha no colo, ainda de uniforme escolar, esperando meu pai chegar, pois queria que ele tomasse a decisão final. Eu tinha 8 anos, mas já era osso duro de roer...
Meu pai confirmou a decisão da mãe, e a gatinha iria pra casa da minha avó paterna, no dia seguinte. Porém, os dias foram passando e ela conquistou a todos, com seu jeito de brincar, de correr atrás de tudo que rolava... Enfim, mais uma paixão de quatro patas...
Foram 8 anos, de convívio íntimo, já que ela dormia na minha cama. Aprendi com ela, que amor não precisa ser submisso, pois ela me adorava, mas sabia me esnobar... rsrsrs
Nossa Golden chegou sorridente, sim sorridente, porque acredito que cachorros podem sorrir.
Não dei muita bola na chegada, queria que o filho assumisse as responsabilidades quanto ao trabalho que dá um animal em casa. Eu pagaria a ração, veterinário, enfim, arcaria com a parte financeira. O trabalho “braçal” seria dele.
Lerdo engano meu. Logo nos primeiros dias, fui “adotada” por ela, que me buscava para brincar, correndo quando eu acordava, e me acompanhando até ao banheiro. Esse amor despertou ciúme, no dono dela, que, aos poucos, foi abandonando suas funções, as quais acabei assumindo por conta desse louco amor canino que tomou conta dos meus dias... rsrsrs
Passei a sentir todos os sintomas da paixão. Não podia ficar muito longe dela, queria saber noticias, telefonava para casa, e se conseguia ouvir um latidinho pelo fone, o dia estava salvo...
Passear com MEG, é esse o nome dela, é um prazer, só comparado a cinema de mãos dadas com o namorado, e mesmo assim, estando apaixonada... rsrs
Hoje, minha paixão já não é um “bebê”. Temos um relacionamento de cumplicidade, ternura, amor, fidelidade, paixão, que poucos seres humanos possuem.
Ela me compreende pelo olhar. Quando estou triste, vem sentar ao meu lado, sem nada pedir, simplesmente fica lá, num silêncio amoroso e respeitoso.
Existem momentos que converso com ela, falo das minhas dúvidas, dos meus medos, das minhas alegrias, aí ela sobe no meu colo, numa forma canina de me abraçar e me consolar, como se dissesse... EU TE AMO, MOÇA!
Como não consegui, ao vigésimo pedido do filhão, dizer, mais uma vez, não, ela surgiu na minha vida, de forma irresistível...
Era uma “bolinha” de pelos, uma Golden Retriever, linda dourada, mas que tentei nem olhar direito, pois não queria me apegar, para depois sofrer, no momento da partida... Quase sempre antes da nossa própria.
Fui uma criança cercada por animais domésticos. Tive duas cadelas durante quase 15 anos, uma gata por 8 anos, um papagaio que me acompanhou durante os meus primeiros 18 anos, de vida, vários pintinhos que depois eram levados para casa dos meus avós, pois era impossível tê-los dentro de um apartamento, por maior que ele fosse...
Enfim, era uma verdadeira Drª. Dolittle carioca... rsrsrs
Na época, não imaginava o quanto de trabalho eles geravam para os meus pais, amava meus bichinhos e eles acabavam aceitando por amor a mim...
Lembro a minha gata Mimi, que me foi dada pela professora, e quando cheguei a casa com o filhote, minha mãe me proibiu de ficar com ela, pois já existiam as duas cadelas, um papagaio e vários periquitos...
Voluntariosa, sai e fui sentar na portaria do prédio, com a gatinha no colo, ainda de uniforme escolar, esperando meu pai chegar, pois queria que ele tomasse a decisão final. Eu tinha 8 anos, mas já era osso duro de roer...
Meu pai confirmou a decisão da mãe, e a gatinha iria pra casa da minha avó paterna, no dia seguinte. Porém, os dias foram passando e ela conquistou a todos, com seu jeito de brincar, de correr atrás de tudo que rolava... Enfim, mais uma paixão de quatro patas...
Foram 8 anos, de convívio íntimo, já que ela dormia na minha cama. Aprendi com ela, que amor não precisa ser submisso, pois ela me adorava, mas sabia me esnobar... rsrsrs
Nossa Golden chegou sorridente, sim sorridente, porque acredito que cachorros podem sorrir.
Não dei muita bola na chegada, queria que o filho assumisse as responsabilidades quanto ao trabalho que dá um animal em casa. Eu pagaria a ração, veterinário, enfim, arcaria com a parte financeira. O trabalho “braçal” seria dele.
Lerdo engano meu. Logo nos primeiros dias, fui “adotada” por ela, que me buscava para brincar, correndo quando eu acordava, e me acompanhando até ao banheiro. Esse amor despertou ciúme, no dono dela, que, aos poucos, foi abandonando suas funções, as quais acabei assumindo por conta desse louco amor canino que tomou conta dos meus dias... rsrsrs
Passei a sentir todos os sintomas da paixão. Não podia ficar muito longe dela, queria saber noticias, telefonava para casa, e se conseguia ouvir um latidinho pelo fone, o dia estava salvo...
Passear com MEG, é esse o nome dela, é um prazer, só comparado a cinema de mãos dadas com o namorado, e mesmo assim, estando apaixonada... rsrs
Hoje, minha paixão já não é um “bebê”. Temos um relacionamento de cumplicidade, ternura, amor, fidelidade, paixão, que poucos seres humanos possuem.
Ela me compreende pelo olhar. Quando estou triste, vem sentar ao meu lado, sem nada pedir, simplesmente fica lá, num silêncio amoroso e respeitoso.
Existem momentos que converso com ela, falo das minhas dúvidas, dos meus medos, das minhas alegrias, aí ela sobe no meu colo, numa forma canina de me abraçar e me consolar, como se dissesse... EU TE AMO, MOÇA!